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Contexto & Psicologia do Desporto

Profissionais da psicologia do desporto individualmente, bem como sociedades da psicologia do desporto coletivamente.

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Objetivos

A implementação da psicologia do desporto como ferramenta estratégica para a promoção da integridade e combate à violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados entre jovens praticantes de desporto.

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Metodologia

A grande demonstração para disseminação e transferência será a apresentação e anúncio dos resultados do projeto durante o 14º Congresso Internacional de Psicologia do Desporto e Exercício Físico do IPSS.

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Aspetos Inovadores

Um aspeto inovador muito importante do projeto PsyTool é a nossa abordagem baseada na psicologia do desporto como ferramenta estratégica e inovadora.

Informação Geral

“A Psicologia do Desporto como ferramenta estratégica para a prevenção e formação no desporto”

Acrónimo: PsyTool

  • Erasmus+ Sport Programme (Call EAC/A04/14, Round 2)
  • Candidatura Nº: 567199-EPP-1-2015-2-ES-SPO-SCP
  • Início: 01/01/2016
  • Fim: 31/12/2017
  • Duração (meses): 24

Contexto

O desporto é um fenómeno social e económico crescente que contribui significativamente para os objetivos estratégicos de solidariedade e prosperidade da União Europeia. Contudo, o desporto é confrontado com inúmeras ameaças das quais os atletas, particularmente os mais jovens e os cidadãos em geral precisam de ser protegidos.

O racismo e a violência desafiam os valores essenciais de integração política e cultural europeias. Igualmente no desporto o racismo e a violência põem em perigo o seu papel enquanto importante contribuidor nos campos da educação e inclusão social. A Comunicação da Comissão de 2011 “Desenvolvendo a Dimensão Europeia no Desporto” já enfatizou a necessidade de prevenir e combater o racismo e a intolerância (Capítulo 2.3.). Mais especificamente esta reconhece que o racismo, a violência e outras formas de intolerância continuam a levantar problemas no desporto europeu, incluindo no nível amador, e a requerer uma cooperação reforçada entre os devidos stakeholders.

No desporto é fácil perceber o relacionamento entre jovens e adultos, poder e obediência. Contudo, a descriminação, nas mais diversas formas, está associada à vergonha ou constrangimento e falta de habilidade para gerir ferramentas de apoio, sendo difícil combater esta problemática.

A prevalência da violência no desporto é reconhecida. Há evidências em países como a Austrália (foram reportadas 31% no sexo feminino e 21% no sexo masculino), na Noruega (estudos revelaram que 28% do sexo feminino sofreu violência) ou no Reino Unido (34% do sexo feminino e 17% do masculino foram vítimas de violência). Muitos casos foram polémicos devido a problemas antigos entre treinadores e praticantes como em Espanha (ginástica, natação sincronizada, remo, etc.), ou na Holanda no judo, na Dinamarca nas artes marciais, bem como no futebol em Espanha, onde os espectadores atiraram bananas aos jogadores negros, africanos e brasileiros, e gritaram sons de gorila.

Adicionalmente à violência no desporto, os atletas também sofrem descriminação sexual. Gays e lésbicas têm escondido a sua orientação sexual, de modo a preservar a vida pessoal da descriminação. Eles experienciam a descriminação através de comentários pejorativos, piropos e comentários acerca das suas roupas, vida pessoal e preferência sexual. Este problema existe em todo o mundo.

De facto, um dos problemas mais difundidos é que as pessoas, por vezes, não têm uma ideia clara da definição de descriminação, abuso sexual, violência, entre outros termos, provavelmente, porque é parte da nossa “cultura no desporto” tocar, massajar, mesmo que o treinador não seja um fisioterapeuta, portanto, o contacto físico e corporal é “normalmente” considerado correto. Expressões comuns em diferentes línguas podem ser e, nalguns casos são, claramente ofensivas, mas a maior parte das pessoas assume-as como normais.

Nos últimos anos, a Europa tem reconhecido estes problemas e tem dado a oportunidade aos Projetos Europeus de estudar estes fenómenos e criar programas para confrontá-los. Muitos países progrediram significativamente neste campo. Em 2003, a resolução parlamentar da União europeia relativa às mulheres e ao desporto incitou os Estados Membros a adotar medidas para a educação, prevenção e eliminação de quaisquer tipos de discriminação no desporto. A resolução da União Europeia criou ferramentas para lidar com essas atitudes e providenciou informação para educar pais, atletas, funcionários, organizações desportivas e criou, ainda, regras disciplinares específicas e leis a aplicar nos diferentes casos.

Porquê Psicologia do Desporto?

Profissionais da psicologia do desporto individualmente, bem como sociedades da psicologia do desporto coletivamente, estão preocupados com os comportamentos violentos associados à participação desportiva. Neste sentido, a Sociedade Internacional de Psicologia do Desporto (ISSP – International Society of Sport Psychology) escreveu um documento relativo à agressão e violência no desporto (Tenenbaum, Stewart, Singer & Duda, 1997) onde foi detalhado um conjunto de recomendações para todos os praticantes de desporto. Entre outras, essas recomendações incluíram revisões penalizadoras às organizações de gestão desportiva, relativização de incidentes violentos isolados com jornalistas desportivos e a participação em workshops de prevenção da violência e agressão no desporto para treinadores, gerentes, atletas e oficiais. Uma nova revisão destas recomendações de Kerr (1999; 2002) sugeriu que no fim do último século faltava um elemento fundamental: como a psicologia do desporto podia cumprir essas ações específicas.

Nos últimos 15 anos, diversos programas, muitos deles propostos por Steven Danish e pelos seus colegas, focaram-se no ensino de competências vitais para prevenir comportamentos violentos e promover a responsabilidade social em geral (Danish, Fazio, Nellen, & Owens, 2002; Papacharisis, Goudas, Danish & Theodorakis, 2005). Estes programas provaram a sua eficácia quanto à prevenção de comportamentos antissociais entre praticantes de desporto e superaram os limites do papel dos profissionais de psicologia do desporto.

Em Espanha foram desenvolvidas diferentes campanhas para prevenir a violência e promover o desportivismo no desporto como o “Compta fins a tres”, em português “conta até três”, isto é, pensa antes de agir. Nesta campanha enfatizaram-se três pontos: (1) proclama o esforço tanto quanto o sucesso, (2) respeita as decisões dos treinadores e dirigentes, (3) mostra desportivismo (Cruz, Boixadós, Torregrosa & Valiente, 2000).

No desporto todos têm de dar o seu melhor para vencer, mas se quisermos educar crianças para ganhar um jogo através do desporto temos de ter em conta que eles não precisam apenas de marcar mais pontos que a equipa oposta, o fair play e as verbalizações dos jogadores e espectadores também importam.

A nossa reflexão, enquanto psicólogos e de uma perspetiva cognitiva-comportamental, é que se quisermos mudar valores no desporto jovem e prevenir a violência, discriminação e intolerância temos de mudar, também, as contingências do contexto desportivo, especialmente as relacionadas com os pais/encarregados de educação e os espectadores. Temos de recompensar os pais pelo apoio em relação aos árbitros e aplaudir os jogadores pelo fair play em relação aos adversários.

Temos de salientar que a Psicologia do Desporto é uma disciplina relativamente nova dentro da psicologia e está focada no estudo em como a psicologia influencia o desporto, a performance atlética, o exercício e a atividade física.

Objetivos

O projeto PsyTool é uma parceria que permite a colaboração de um grupo de stakeholders, com diferentes backgrounds desportivos, no estabelecimento de uma rede para tirar o maior proveito da implementação da Psicologia do Desporto como ferramenta estratégica para promover a integridade e combater a violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados entre jovens praticantes de desporto.

Isto porque o desporto, que contribui significativamente para os objetivos estratégicos de solidariedade e prosperidade da União Europeia, é confrontado com inúmeras ameaças das quais os atletas, particularmente os mais jovens e os cidadãos em geral precisam de ser protegidos, tais como a violência, qualquer tipo de discriminação, intolerância e, ainda, a manipulação de resultados.

Neste contexto, os objetivos específicos do projeto PsyTool são os seguintes:

– Obter mais informação objetiva acerca do impacto da violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados entre jovens praticantes de desporto e identificar boas práticas aplicadas a nível europeu.

– Criar ferramentas educacionais inovadoras, com base na psicologia do desporto, para promover a integridade e combater estes fatores de risco.

– Treinar “Agentes de Mudança” para reconhecer situações potencialmente perigosas e reagir adequadamente.

– Comprovar esta nova abordagem e testar os resultados em campo (com jovens praticantes de desporto) através de uma experiência piloto.

– Divulgar, ampliar, transmitir e preservar o uso das novas ferramentas desenvolvidas.

Assim, o PsyTool tem em conta as funções socias, educacionais e culturais inerentes ao desporto e procura complementar e enriquecer as politicas europeias neste campo, trazendo novas abordagens para promover a integridade e combater a violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados entre jovens praticantes de desporto graças ao uso da Psicologia do Desporto como ferramenta estratégica de grande valor para a prevenção, treino e formação.

Metodologia

O primeiro passo da metodologia proposta é realizar a fase de pesquisa com os objetivos de:

  • Identificar o estado da arte respeitante à psicologia do desporto nos diversos contextos
  • Investigar ferramentas que determinam a violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados entre jovens praticantes de desporto em diferentes contextos.
  • Distribuir as ferramentas pesquisadas entre os praticantes identificados.
  • Avaliar e reportar os resultados da investigação de ferramentas concluída.
  • Definir, no estado da arte europeu, a existência de ferramentas para promover a integridade e combater a violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados na prática de desporto.

O passo seguinte é a identificação de “Agentes de Mudança” (dirigentes, árbitros, treinadores, técnicos, professores e estudantes de educação física e psicologia do desporto, entre outros) que serão os profissionais selecionados para participar na formação PsyTool.

A próxima etapa importante será a criação de uma ferramenta web educativa – Plataforma PsyTool que será criada para treinar “Agentes de Mudança” e a elaboração de materiais de formação para os mesmos.

Quando o material de formação for desenvolvido começará a fase de implementação, integrada por duas atividades principais, que irão impactar diretamente sobre os grupos-alvo do projeto: os “Agentes de Mudança” e os beneficiários finais (jovens praticantes de desporto). Estas atividades são:

  • Período de formação de “Agentes de Mudança”: composto por treinos online e presenciais.
  • Workshops piloto para os beneficiários finais: jovens praticantes de desporto, o que permitirá testar os benefícios da formação PsyTool e avaliar os resultados, com o objetivo de melhorar e reforçar o seu impacto.

A avaliação e monitorização serão feitas simultaneamente. Desde o início da implementação do projeto PsyTool será desenvolvido um kit de ferramentas de monitorização que permitirá controlar a qualidade e melhoria de todas as fases do projeto.

Finalmente, está prevista uma poderosa disseminação estratégica no âmbito do projeto. A grande demonstração para disseminação e transferência será a apresentação e anúncio dos resultados do projeto durante o 14º Congresso Internacional de Psicologia do Desporto e Exercício Físico do IPSS, que terá lugar em Sevilha – Espanha de 10 a 14 de julho de 2017, sob o mote “A integração da ciência e da prática através de pontes multiculturais, da igualdade social e de género” e irá reunir mais de 1.000 participantes de 50 países do mundo.

Aspetos Inovadores do PsyTool

Um aspeto inovador muito importante do projeto PsyTool é a nossa abordagem baseada na psicologia do desporto, como ferramenta estratégica e inovadora para promover a integridade e combater a violência, intolerância, manipulação de resultados e qualquer tipo de discriminação entre jovens praticantes de desporto.

A psicologia do desporto, enquanto ciência que promove a mudança comportamental, deve intervir no contexto desportivo e deve não só evitar episódios perigosos e más práticas, como promover o fair play e a tolerância. Simultaneamente, promoveremos o estabelecimento de uma rede, a nível europeu, que permita que stakeholders com diferentes backgrounds desportivos (universidades, federações desportivas, ONGs, clubes,etc.) fomentem a importância da psicologia do desporto como ferramenta para promover a integridade e combater a violência, discriminação, intolerância, e manipulação de resultados no campo do desporto juvenil.

Apesar do projeto PsyTool se focar no desporto jovem detém uma parceria com dois clubes de futebol profissional (Sevilha FC através da sua Fundação e o Sporting Clube de Portugal). Estes clubes irão funcionar como excelentes demonstrações e providenciar oradores altamente qualificados para a disseminação, transferir e sustentar resultados do projeto graças ao seu forte impacto mediático, não só a nível nacional como europeu e internacional (ambos têm milhões de fãs por todo o mundo).

O PsyTool também facultará modelos adaptados à realidade de jovens praticantes de desporto particularmente vulneráveis a episódios de violência, discriminação e intolerância: mulheres, imigrantes, membros de etnias minoritárias, homossexuais, entre outros, criando novos materiais educativos (módulos de formação) para uma nova aptidão – “Agentes de Mudança” e uma nova ferramenta pedagógica com o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para influenciar os beneficiários-alvo através de atividades de formação e de reforço da sensibilização crescente do valor da psicologia do desporto, como ferramenta estratégica e inovadora para promover a integridade e combater qualquer tipo de violência durante a prática de desporto entre jovens.

O projeto PsyTool está focado em trabalhar na promoção de um novo estilo de interação, através da criação da figura de um perito em boas práticas e da disseminação desta ideia inovadora em diferentes níveis de complexidade.

Aspiramos também a constituir um fator eficaz na articulação da transferência dos “Agentes de Mudança” a nível europeu, incluindo qualquer tipo de desporto, a nível amador e profissional e ainda em países noutras regiões (América Latina, Médio Oriente, etc.)

O PsyTool usará as TIC e métodos modernos de comunicação para gerir as suas atividades com eficácia, incluindo a organização de uma competição vídeo viral a nível europeu para difundir mensagens visuais dos objetivos inspiradores do projeto PsyTool.

Finalmente, encorajaremos a reflexão, discussão e criatividade para conceber novos modelos para promover a integridade e combater a violência, discriminação, intolerância e manipulação de resultados, enquanto promovemos a psicologia do desporto como ferramenta estratégica de grande valor para a prevenção e formação. Neste sentido, um ponto crucial é a disseminação dos resultados do projeto em grande escala, especialmente, participando no 14º Congresso Internacional de Psicologia do Desporto e Exercício Físico do IPSS, que terá lugar em Sevilha (Espanha).